Em pleno séc. XXI falar em educação em Portugal é viver na incerteza do que acontecerá no dia seguinte.
Penso, antes de mais, que é necessário separar e distinguir instrução e educação. Ambas em conjunto fazem parte daquilo a que se chama formação.
Se ainda se poderá dizer que a instrução em Portugal nos últimos anos tem vindo a progredir, apesar de ainda muito fraca no que se refere á educação, estamos infelizmente muito mal e aparentemente com tendências a piorar. Isto porque a vivência familiar de hoje em dia entre os jovens e pais é cada vez menor, limitando-se cada um deles a viver o seu dia-a-dia sem comunicação familiar.
A verdadeira educação só pode ser dada nas famílias e nas escolas, através dos pais e professores. São estes que com os seus exemplos e ensino transmitem aos mais novos os seus conhecimentos e constituem as regras de comportamento em sociedade, e fazem desta o ambiente em que as pessoas podem desenvolver-se a si e aos outros de forma equilibrada e harmoniosa.
É impossível qualquer jovem em Portugal, prestes a ingressar na faculdade, poder pensar no seu futuro escolar, com a educação vivida no país e com as incertezas diárias, se no dia de amanha o exame de ingresso irá ser o x ou o y. Viver diariamente o ambiente de descontentamento dos professores em relação as regras impostas pelo ministério, torna-se muito desgastante e o rendimento por parte do educado e educando como é óbvio não é o mais apropriado.
Parece fácil e compensador passar por cima da educação, desprezando os mecanismos tradicionais, queimando etapas e rejeitando esforços que todos os pais fazem para um futuro melhor dos seus educandos, com o sistema de educação vivido no país, é caso para dizer “ o que será feito da geração de 90 daqui a 10/15 anos?”.
Não precisamos de inventar nada, basta aprender com os outros países e procurar seguir-lhes os exemplos, evitando os erros por eles cometidos. Se fossemos nós capazes de fazer isto que já era um grande passo para o sucesso e desenvolvimento do nosso país.
Tiago Brigas
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
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